Pular para o conteúdo

Conteúdo

Como migrar de sistema sem parar o balcão

O que se leva do acervo antigo, o que se confere antes da virada e quanto tempo o cartório fica fora do ar.

DAGAI · atualizado em 20/09/2026

Resposta curta: o balcão não precisa parar. A migração se faz com o sistema antigo em uso: importa-se o acervo, confere-se registro a registro, corrige-se o que não bateu e só então se marca a virada — normalmente de um dia para o outro, num fim de semana.

O que se leva do sistema antigo

  • matrículas, com a numeração e a situação de cada uma;
  • apontamentos, com o texto do ato inteiro e a formatação;
  • protocolos, partes, andamentos e exigências;
  • selos emitidos, inclusive os já transmitidos ao tribunal;
  • imagens digitalizadas das fichas;
  • cadastros: naturezas, modelos de ato, usuários, tabela de custas.

O que costuma dar errado (e como se vê antes)

O texto que vem com códigos estranhos

Sistemas antigos gravam a formatação do ato dentro do próprio texto, com marcadores que não são letra. Importado sem tradução, o ato aparece com quadradinhos na tela e na impressão. Isso se converte — e se confere pelo caminho de ida e volta, valor a valor.

O número da matrícula que é texto

“06” e “6” são fichas diferentes em muitos acervos. Migração que trata número de matrícula como inteiro perde as que têm zero à esquerda, e ninguém percebe até alguém procurar a ficha.

A coluna que muda de nome entre serventias

O mesmo sistema antigo, instalado em dois cartórios, às vezes grava o mesmo dado com nomes diferentes. Descobre-se comparando o esquema dos dois bancos, não lendo a documentação.

O cadastro que chega vazio

Naturezas sem classificação, sem código do SICASE e sem modelo de ato: o acervo antigo não tinha esses campos. Eles se completam por rotina antes da virada — senão o primeiro ato do dia seguinte não sai selado.

Como se confere

Contagem por tipo (quantas matrículas, quantos apontamentos, quantos protocolos por ano), conferência por amostragem nas fichas que o cartório mais usa, e a conferência que mais pega problema: imprimir a mesma ficha nos dois sistemas e comparar folha a folha.

O dia da virada

Com o acervo batendo, a virada é curta: importa-se o movimento do último dia, congela-se o sistema antigo e abre-se o novo. O sistema anterior fica disponível só para leitura por um tempo — ninguém joga fora a fonte antes de o novo rodar um mês inteiro.

Leia também

Quer ver funcionando na sua serventia?

Agendamos uma demonstração: você conta como o balcão da sua serventia trabalha hoje e nós mostramos o sistema funcionando.